19
jun
12

Soneto da Providência

“No Morro da Providência eu entrei

Esperei a primeira vontade passar, esperei, esperei

Esperei a segunda vontade passar, esperei, esperei

A terceira vontade não segurei

Uma foto com a minha cam eu tirei”

(Livremente inspirado no Convento das Carmelitas de Rogério Skylab)

Com todo o deslumbramento desta vista, além da foto ainda tive inspiração para um soneto. Queria poder só falar da beleza da vida, mas essa foto é apenas a introdução de um assunto mais delicado. Hoje os moradores do Morro da Providência estão sendo tratados sem o menor respeito em processos de remoção sem nenhuma participação da comunidade local por conta de uma Copa do Mundo, de uma Olimpíada e de um tal Porto Maravilha… Aliás, não é só o Morro da Providência que passa por este processo, mas todas as regiões que são consideradas de interesse pela especulação imobiliária.

Será que os princípios pelos quais foram criadas a Copa do Mundo e as Olimpíadas são compatíveis com tudo que está acontecendo para recebê-las, no Brasil e principalmente no Rio de Janeiro? A Lei Geral da Copa que está sendo enfiada goela abaixo do Congresso brasileiro, é um regime de exceção sem data certa para terminar. Os investimos que fazemos hoje em estádios são em detrimento do quê? Dos juros da dívida pública tenho certeza que não é, estes são sagrados!

Creative Commons License

“Soneto da Providência” por Gutemberg Motta é licenciado sob Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil License.

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