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Um movimento que andou

Ontem, 13 de junho de 2013, os movimentos sociais, após muito tempo, conseguiu emplacar um grande protesto. Aproximadamente 10 mil manifestantes marcharam pela redução do preço do trasnporte público entoando entre outros cânticos, um assim: “Acabou o amor, isso aqui vai virar a Turquia” em referências as protestos recentes ocorridos em Istambul. Grande parte da organização e, principalmente, da convocação da população, ocorreu através das redes sociais pela internet.

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Os manifestantes começaram a se aglomerar por volta das 17h na praça em frente a Candelária. Mais tarde, o movimento saiu em direção a Cinelândia. Foi possível ocupar toda a Rio Branco e ao se aproximarem da Cinelândia o movimento quase rachou, alguns queriam acabar o protesto na Cinelândia, enquanto outros quiseram seguir para a Alerj num trecho não previsto pela PM que acompanhava o protesto. A segunda opção saiu vencedora e todos seguiram para Alerj.

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A partir deste ponto, essa manifestação que até então havia se demonstrado pacífica, começou a ficar manchada pela presença de algumas pessoas, um grupo diminuto que começou a pixar a cidade e praticar atos de vandalismo. Ao chegar na Alerj, toda a frente do Palácio Tiradentes foi ocupada junto a um grande trecho da Av. 1° de Março. E, apesar do vandalismo a polícia manteve a postura de apenas acompanhar a manifestação.P1060575

Após alguns fogos de artifícios, após cantarem o hino nacional, a manifestação começou a se dispersar. Uma parte menor da manifestação incentivada pelo pequeno grupo de rebeldes que pixava e depredava a cidade partiu em direção a Av. Presidente Vargas em busca de confusão, que segundo os noticiários, aconteceu mais tarde nas proximidades da Cidade Nova, terminando na repressão policial.

Apesar dos atos de um pequeno grupo de rebeldes, minimamente, para lá de questionáveis, a manifestação cumpriu seu papel como um cartão de visita do que deve acontecer durante os grandes eventos no Rio de Janeiro. O recado foi dado, Paes, Cabral e Dilma, o grupo de insatisfeitos com a atual administração do sistema está se organizando autonomamente e irá as ruas para cobrar. Como um grito de guerra que foi cantado nas ruas nessa quinta-feira: “Da Copa, da Copa, da Copa eu abro mão, eu quero é dinheiro para saúde e educação.

 

Creative Commons License

“Um movimento que andou” por Gutemberg Motta é licenciado sob Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil License.

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