Archive for the 'Poemas & Pensamentos' Category

25
jan
15

Nova hospedagem, novo desafio

Enfim realizei meu sonho da casa própria, digo da casa virtual, ou para os mais entendidos, criei meu próprio domínio. Existe um projeto em andamento para centralizar as iniciativas individuais fora das grandes empresas, o nome desse projeto é VerdeLado. O Gutemblog se hospedará, talvez em definitivo, lá. Segue o novo endereço do Blog: http://gutemblog.verdelado.net.br Todos os comentários aqui estão bloqueados, mas sinta-se a vontade para conhecer nossa nova casa e deixar seu comentário também!

Boa leitura!

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13
maio
14

Eu curto, tu curtes, ele curte – Curto Café

curtocafe

Beber café pode ser uma necessidade, uma espécie de folha de coca urbana. Porém, quando apreciamos seus aromas ou degustamos seu amargor, o café é uma arte. Existem aqueles que conseguem juntar a necessidade da cafeína com a capacidade de apreciar um bom café. Outros ainda, vão mais além…

Certa vez li, ouvi ou imaginei uma história que explicava a relação das mulheres com os salões de beleza. Na realidade, essa história é apenas um versão dos fatos muito válida que ajuda a relativizar essa imagem puramente fulgaz.

Aos homens e às mulheres não-adeptas ao salão de beleza: Imaginem um lugar onde você possa falar sobre tudo que você tem vontade, acrescente pessoas queridas que estão ali “somente” para ouvir essas confidências e, ao sair deste lugar, você estará mais bonito(a), informado(a) e auto-confiante.

Para muitas mulheres, esse lugar chama-se salão de beleza, um lugar onde fazer as unhas ou os cabelos é apenas um detalhe. Resumindo, as frequentadoras saem dos salões de beleza como se saíssem de uma bem sucedida sessão de terapia coletiva, o que de fato, é o que acontece. Como é de conhecimento popular, uma ida ao salão de beleza pode renovar a alma de uma mulher!

Mas por que contei essa história? É para lembrar que a primeira vista, nem sempre percebemos o que é o mais importante. E o  Curto Café tem um pouco disso, o excepcional café servido não é o principal. Por favor, me permitam esta viagem; aqui, o café é a moeda que permite as trocas numa rede real de pessoas reais.

Os outros que vão mais além — citados no início no texto –, são os que usufruem do café também como moeda de troca nesta rede viva e intensa.

Devido a dificuldade em continuar usando palavras para contar mais sobre o Curto Café, optei por continuar falando através de imagens. Abaixo, segue um pequeno ensaio fotográfico de 30min no Curto Café, datado de 09/05/2014.

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Eu curto, tu curtes, ele curte – Curto Café” por Gutemberg Motta é licenciado sob Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil License.

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06
jul
13

Quando afastamos nossa única cúmplice

Quando afastamos nossa única cúmplice

Voltamos a ficar a sós

Quem já muito só ficou

Logo reconhece a solidão

 

Sem mais a parceira de todas as horas

Sem mais a novidade de não estar só

Tudo volta ao que sempre foi

Mas quem já perdido nunca desespera

 

Escolhas que não podemos voltar atrás

Escolhas que não devemos voltar atrás

Novamente sem horizonte

Novamente na delícia do inferno

 

Quem tem muitos amigos

Não tem nenhum

Quem muito pro mundo se abre

Aberto ao mundo fica

 

Vagando anônimo pelas ruas

A procura por um novo alento

Busca cada vez mais combatida

Busca cada vez mais desejada

 

A beleza e a tristeza de não ser reconhecido

Viver em cima da linha

O mundo da corda bamba

A falta da verdade do mundo

 

Querer viver o viver

Sem saber o que ele é

Keep calm

And walk on

 

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“Quando afastamos nossa única cúmplice” por Gutemberg Motta é licenciado sob Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil License.

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15
abr
13

Procura-se

Homem, mas nem tanto; alto, mas nem tanto; pardo, mas nem tanto; olhos castanhos, mas nem tanto; cabelos curtos, mas nem tanto; inteligente, mas nem tanto; bonito, mas nem tanto; flamenguista, mas nem tanto; classe média, mas nem tanto; de esquerda, mas nem tanto; brasileiro, mas nem tanto; carioca, mas nem tanto; cientista social, mas nem tanto; burocrata, mas nem tanto; racional, mas nem tanto; aquariano, mas nem tanto. Procuro-me, mas nem tanto.

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“Procura-se” por Gutemberg Motta é licenciado sob Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil License.

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12
abr
13

A desilusão tarda mais não falha

Enfim, aos 31 anos, desilusão. Essa caçadora de almas chegou como quem não queria nada e se alojou no meu peito. Como pude passar tantos anos incólume, tantos anos sem contato com ela? Acompanhei apenas de longe sua atuação em vidas alheias, por alguns instantes cheguei a pensar que ela não passaria de uma lenda. Incrível como tudo corrobora, tudo tem o aspecto de que foi estrategicamente planejado para dar errado justamente no lugar que deu errado, no momento que deu errado. Verdadeiro bullying da vida!

Como sabemos que a desilusão chega?

Quando tudo perde o gosto
Quando tudo perde a cor
Quando tudo fica frio
Quando mais nada causa dor…

Quando o rio segue em frente
E a gente nem remou
Quando a vida pede passagem
E a gente nem se importou

Tanta mesmice
Pra quem nunca dela se livrou
Tanta novidade
Pra quem nunca dela vivenciou

Sempre me intrigou muito o olhar de muitos fumantes compulsivos antes do seu próximo cigarro, sempre creditei a falta da nicotina o motivo daquele olhar sem brilho, mas hoje vejo que a razão daquele olhar é mais do que a falta da nicotina, pode ser desilusão… A nicotina deve funcionar apenas como uma espécie de soro na vida desses morimbundos.

Minha música tema:

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“A desilusão tarda mais não falha” por Gutemberg Motta é licenciado sob Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil License.

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08
jan
13

Um agradecimento, uma homenagem

TEATRO_SIMBOLO

Hoje, eu queria fazer um agradecimento, uma homenagem. Nesta última sexta-feira, dia 05 de janeiro de 2013, estive no Teatro Leblon para assistir uma peça e quis o destino que eu me reencontrasse com alguém muito especial, mas que estava perdida há algum tempo, tenho certeza que ela andava por aí, enquanto eu andava por aqui, ou vice versa.  Enfim, nesta última sexta-feira, eu pude reencontrar a MAGIA DO TEATRO! Oh, que saudade!

Alguns podem até não conhecer, mas a MAGIA DO TEATRO é uma entidade muito famosa e que apesar disso, muitas vezes se esconde do sucesso. E portanto, é uma entidade sem endereço que perambula pelos mais diversos palcos desses planeta, mas é capaz de existir mesmo na ausência de palco. É muito mais antiga que o teatro profissional tal qual conhecemos hoje.

Parafraseando o espetáculo que me proporcionou esse reencontro, posso dizer que: “Só o amor constrói” e a MAGIA DO TEATRO é uma construção, talvez humana, mas se assim o for, será para provar a essência divina do humano, quando transformama os homens em semi-deuses, capazes de emocionar aqueles que os circundam, capazes de provocar o riso, a lágrima ou o susto…

Obrigado, muito obrigado à “Dzi Croquettes em bandália“! Quanta alegria em compartilhar o teatro de verdade. Fazer teatro não é apenas fazer contorcionismo de rostos, mas é ir além… É acreditar, lutar, honrar e doar, sim doar, doar-se ao espectador. É nesse momento de entrega por amor que se faz presente a MAGIA DO TEATRO!

Dzi Croquettes em bandália” garante a todos os espectadores um espetáculo digno das maiores emoções. Não cabe analisar a iluminação ou o som, a coreografia ou o figurino, não, não faz sentido. É desviar as atenções do que realmente importa.

Para resumir, em termos ordinários, a peça é uma homenagem a um grupo de teatro vanguardista da década de 70 que desafiou a ditadura política e mental do Brasil, chamado “Dzi Croquettes“. Em 2009,  a história deste grupo tornou-se um documentário premiadíssimo.

Escrito e dirigido por Ciro Barcelos, um ex-integrante da trupe original, o espetáculo conta ainda que a participação de mais dois ex-integrantes:  Claudio Tovar e Bayard Tonelli. Este último participa recitando um poema de sua autoria intitulado “Borboletas também sangram” que torna-se o momento mais sublime da peça.

Infelizmente “Dzi Croquettes em bandália” saiu de cartaz neste último dia 07 de janeiro. Mas tenho certeza que muito em breve eles voltarão ao circuito. Por hora faço figa, post e torcida!

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“Um agradecimento, uma homenagem” por Gutemberg Motta é licenciado sob Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil License.

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29
jun
11

Acontecido

Sinto dor
Estômago embrulhado
Garganta entupida
Batimentos agitados
Cabeça pesada

Ficar em silêncio
Imaginar sozinho
Lembrar na solidão
Estar cercado e vazio
Alguma coisa morre em mim

Minha mente está devastada
Meus movimentos são vagarosos
Os reflexos quase não existem
Ontem não dormi
Mas o desgaste não é só do corpo

Atônito
Garreado
Atordoado
Tonto
Apático

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“Acontecido” por
Gutemberg Motta é licenciado sob
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